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Opinião... Madalena Sá Fernandes * Sótão

Madalena Sá Fernandes é um caso sério no panorama editorial português recente. Gosto muito da sua escrita, da sua forma de transmitir a mensagem e, neste livro em particular, trouxe uma nova camada que me surpreendeu.

Tendo por ponto de partida o Sótão, de forma literal e figurativa, irá desfiar toda uma série de memórias da vida da narradora, com muitos altos e baixos.

E é aqui que entra a mestria de Madalena a contar esta história, na forma como nos apanha e atira ao chão quando menos esperamos, quase como se nada se passasse, quando se passa tanto!

É um livro que requer atenção na leitura, mas é também um livro muito interessante, que gostei muito de ler!

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Opinião... Madalena Sá Fernandes * Deriva

Um livro de crónicas não seria a minha primeira escolha, mas sendo de Madalena Sá Fernandes, obviamente que o tinha que ler! Depois de ter adorado "O Leme", um livro tão visceral, esta autora entrou na lista dos a ler (sempre)!

E não me enganei. Ainda que não seja o meu formato de eleição, este livro tem todo o toque que tanto gosto e tão característico de Madalena, o sentido de humor subtil, a ironia leve, o dedo na ferida. Gostei muito dos temas abordados, da diversidade dos mesmos e da forma como escolheu abordar cada um deles.

Uma autora que continuarei a seguir, sem qualquer dúvida!

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Opinião... Madalena Sá Fernandes * Leme

Não nos deixemos iludir pelo tamanho de um livro. “Leme” não precisou de muitas páginas para se revelar um verdadeiro murro no estômago.

Foi uma leitura para a qual parti sem saber nada, nem opiniões, nem sequer a temática, e que me apanhou desprevenida, confesso.

Contado na primeira pessoa, relata-nos uma vida difícil e mostra-nos o quanto o ambiente familiar do lar de cada pessoa afecta o seu crescimento, os seus comportamentos e o seu percurso de vida.

Terminei o livro com a sensação de que se trata de um relato autobiográfico, mas não sei se o é. De qualquer maneira, a forma como está escrito leva-me a essa sensação, devido à proximidade com a experiência, muito bem feita! E, por isso mesmo, se torna tão intenso, o seu impacto.

Não me querendo alongar sobre a temática, digo apenas que é um tema demasiado actual (ainda e infelizmente) e Madalena Sá Fernandes conta-nos tudo de uma forma muito nua, mas igualmente inteligente, como um desfiar de memórias, nem sempre cronológicas, que me doeram ler, mas que, ainda assim, me fizeram gostar tanto desta leitura!

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Opinião... João Tordo * Os Dias Passados


Que livraço este!

Quem me segue, sabe que gosto muito dos livros de João Tordo, ainda que não os adore todos na mesma medida. A trilogia que começou com “Águas Passadas” apresentando-nos uma personagem muito carismática, a Pilar Benamor, continuou com “Cem Anos de Perdão” e é agora rematada com “Os Dias Contados”, que curiosamente nos leva ao passado para conhecermos as origens de Pilar e entender a mulher que se tornou.

Tudo é bom neste livro, o início é hilariante, mais ainda para quem esteve na apresentação do livro e ouviu este episódio pela voz do autor, com o seu toque de humor tão característico e cativante. Foi muito fácil viver todas estas cenas na estância de esqui e foi surpreendente começar um thriller desta forma. Foi uma aposta arriscada, diria eu, mas totalmente conseguida.

Fiquei de imediato viciada neste livro! E para quem possa pensar que os acontecimentos na neve são fortes, não sabe ainda o que o espera! A premissa de que ninguém nasce assassino, as circunstâncias é que criam o assassino, é muito inteligente e a sua concretização é brilhante.

O pai de Pilar viveu obsecado com um caso que, apesar de resolvido, não o convenceu. Até à sua morte em serviço, lutou por descobrir a verdade, sem o conseguir e Pilar sente o peso desta herança, que acaba por lhe vir bater à porta quando o famoso embalsamador (ou alguém inspirado nele) volta ao ataque.

Temos aqui um thriller viciante, cheio de acção, de cenas muito duras, principalmente as que envolvem o pequeno Dylan e um final bem construído, que fecha a trilogia com chave de ouro.

Pilar Benamor é uma personagem marcante e a boa novidade é que a poderemos encontrar no ecrã, na série que vai adaptar “Águas Passadas” em breve.