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Opinião... Sophie Kinsella * Como É Sentir Isto

 Que murro no estômago! Aviso desde já que este livro é pequeno, mas nada tem de leve!

Mais ainda sabendo que, embora seja um livro de ficção, tem por base a vida da própria autora, que sofreu um enorme revés no seu caminho, no dia em que descobriu um tumor no cérebro e que soube que a esperança média de vida é reduzida.

Face a este diagnóstico, o mais expectável é baixar os braços e chorar. Mas Sophie Kinsella deve ser uma força da natureza e isso reflecte-se quer na sua escrita, como na sua vida. Dois anos depois e contra as expectativas, continua a sua vida e até escreveu este livro. É impressionante!

Nesta história iremos conhecer Eve, uma mulher que se torna escritora e que alcança um sucesso inesperado, sentindo-se de bem com a vida, feliz nas suas várias vertentes, quer familiares (casada com cinco filhos), quer profissional. 

Até ao dia... em que acorda numa cama de hospital, sem saber quem é ou o que lhe aconteceu... Neste livro iremos acompanhar todo o processo de recuperação, com uma mensagem de esperança absolutamente fantástica!

Realmente a postura do ser humano face à adversidade é metade do caminho para a sua resolução!

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Opinião... Emily Henry * Lugar Feliz

Que me perdoem os fãs de Emily Henry, mas este livro não é para mim... Não consegui achar a história interessante, as personagens não me cativaram e passei o livro todo à espera de algo que me fizesse mudar a opinião inicial de que nada se passa... Não encontrei.

Temos aqui um grupo de amigos dos tempos da escola. Um grupo que sempre foi muito unido, ainda que actualmente, vivam em locais diferentes e só se encontrem de vez em quando. Neste grupo há um casal, Harriet e Wyan. Ou melhor, havia... Mas nenhum dos amigos sabe, e agora que todos combinaram encontrar-se é altura de contarem a verdade.

O que eles não esperavam é que a amiga abastada que lhes oferece a casa para o encontro tivesse planos para as férias. Planos esses que culminam com o casamento dela!

De repente Harriet e Wyan percebem que não podem dizer a verdade e ensombrar os dias que a amiga pretende que sejam perfeitos. Resta-lhes fingir que tudo está bem...

E temos o mote clássico de um bom romance romântico. No entanto, na minha opinião, faltou-lhe alma e capacidade de me prender. A acção desenrola-se muito devagar e nada surpreende, com muita pena minha, que já li outros livros da autora e gostei, pelo que levava as expectativas para uma leitura ao mesmo nível dos anteriores. Não aconteceu...

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Opinião... Sophie Kinsella * O Burnout

Sophie Kinsella nunca me desilude!

Sempre que preciso de um livro leve e divertido, penso de imediato num livro desta autora.

“O Burnout” ainda que seja igualmente divertido, fala-nos de um tema importante e, o infelizmente, demasiado actual. O esgotamento devido ao excesso de trabalho e das exigências do dia-a-dia…

Sasha está no seu limite… O trabalho é demasiado, é exigente e, acima de tudo, é frustrante. No dia que em este limite é atingido, as suas atitudes revelam o quanto precisa de descansar e a sua mãe tem uma excelente ideia. Porque é que Sasha não vai passar uma temporada no local onde a família passava as suas férias de Verão?

Sasha adora a ideia e, ainda que seja Inverno, decide avançar. Mas enfrenta dois problemas, primeiro, o local já não é requintado como foi em tempos gloriosos, antes pelo contrário. Tudo está velho e desgastado, à venda… Mas ela não se deixa desanimar, apostada que está em tirar o melhor partido da situação.

Depois, já no comboio a caminho da localidade, conhece Finn, um homem extremamente antipático que lhe deixou uma péssima primeira impressão. O problema? Ele é o outro (único) hóspede do hotel, também ele a precisar de se isolar.

Obviamente que sendo esta uma comédia romântica, já se sabe ao que vamos e o que vai acontecer. Mas o que aqui é divertido é a viagem, os acontecimentos inesperados, as situações bizarras, o ódio a converter-se em amor, os mal-entendidos.

E Sophie Kinsella explora muito bem estes elementos uma vez mais. Gostei muito desta leitura, levezinha, mas saborosa!

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Opinião... Emily Henry * Uma Boa História


 

“Uma Boa História” marca a minha estreia com a autora Emily Henry. Já há bastante tempo que queria conhecer os seus livros e, posso já avançar, foi uma experiência muito positiva.

Depois de várias leituras mais pesadas e tristes, este livro veio no momento certo. Soube-me tão bem passear pelas suas páginas...

Falando da história, temos uma narrativa simples, um romance romântico com todos os ingredientes que se esperam: um amor forte, uma ruptura inesperada, um apoio ainda mais inesperado, dúvidas, amizades e traições.

Daphne e Peter são um casal amoroso. Ele adora contar a sua história a dois. No entanto, à medida que o casamento se aproxima, Peter começa a ter dúvidas. Petra e Miles são outro casal onde tudo aparenta estar bem. É por isso que, no dia em que Peter comunica a Daphne que não quer continuar a relação e que se irá juntar a Petra, tudo se desmorona.

Daphne vê-se, de repente, sozinha numa localidade onde nunca criou raízes, sem amigos (os poucos que tinha eram por intermédio de Peter, pelo que rapidamente desapareceram), sem lugar para morar. Por outro lado, Miles está igualmente perdido, com o fim inesperado da sua relação e sem forma de pagar a casa, sem dividir a renda. É desta forma que se vêm a partilhar casa e... tristeza.

A partir daqui, tudo o que é esperado acontece...

O que mais apreciei neste livro foram, sem dúvida, os diálogos entre as personagens, recheados de referências, bom humor e uma quase competição de palavras. Falando em humor, adoro quando um romance tem a capacidade de o incluir de forma subtil, mas com forte presença. Aqui acontece em pleno. Dei por mim a sorrir a ler este livro. Que bem que me soube! Previsível, sim, mas delicioso de se ler! Agora é desbravar os restantes livros desta autora, já editados no nosso país.

Opinião... Sarah Addison Allen * Memórias de Família - A Árvore dos Segredos

 


Vou começar esta minha opinião pelo final e dar, desde já, as más novas… “A Árvore dos Segredos” foi o livro que menos gostei de todos os que li da autora (e já foram uns quantos).

Dito isto, importa explicar as razões. Reflectindo um pouco no assunto, diria que são essencialmente duas: primeiro, a história leva imenso tempo a arrancar, ao fim de muitas páginas lidas, muito pouco tinha acontecido, o que acaba por desmotivar a leitura. Ainda assim, se depois oferecesse uma narrativa cativante e emocionante, este início seria facilmente esquecido. Não foi o caso, infelizmente. O que me leva à segunda razão: achei toda a história muito rasa, muito óbvia, sem grandes elementos de originalidade, que me puxassem para a leitura.

Nesta história temos duas netas e duas avós: Willa e a avó Georgie, actualmente num estado avançado de perda de memória e Paxton e a avó Agatha, a viver num lar, mas com o mesmo feitio rebiteso de sempre. Georgie era descendente de uma família rica que perdeu tudo e Agatha viveu e vive no meio da riqueza. Mas elas eram grandes amigas e partilharam um grande segredo. Segredo esse que ficou encerrado na casa de Blue Ridge Madam, entretanto ao abandono. Mas quando Paxton e o seu irmão gémeo Colin decidem restaurar a propriedade, é inevitável que este segredo venha à tona.

A parte que mais me agradou nesta história foi, sem dúvida, o toque de magia em volta de Madam e o propósito original do Clube da Sociedade Feminina de Walls of Water, que se perdeu com o tempo, para vir a ser restaurado por Paxton.

Com tudo isto não quero dizer que o livro não é bom, no entanto, quando o comparo com outros da autora (de que tanto gosto), este fica aquém. Importa, no entanto, referir que este livro foi originalmente escrito em 2011, vários anos antes dos outros livros que li de Sarah Addison Allen, pelo que o seu amadurecimento como escritora poderá estar por detrás desta opinião. Acredito que sim.

De qualquer forma, não é este livro que me tira o entusiasmo com esta autora, um dos meus guilty pleasure literários, que irei continuar a seguir muito atentamente!

Opinião... Sarah Addison Allen * Memória de Família - Lago Perdido

 


Sarah Addison Allen é um dos meus guilty pleasures literários. Ler os seus livros oferece-me conforto e quentinho no coração. Por isso mesmo, volto sempre a eles, um porto seguro depois de viagens mais arriscadas ou atribuladas…

Kate vive dias difíceis, a morte do seu marido, há cerca de um ano, levou-a para um lugar escuro de onde tem dificuldade em sair. Mas a sua filha Devin, de oito anos, precisa da sua atenção e será ela que irá descobrir, numa incursão ao sótão, um postal da tia-avó Eby que Kate nunca chegou a ver. Anos antes, Kate e a sua família visitaram o Lago Perdido, a propriedade de Eby, mas algo aconteceu entre a mãe e a tia-avó que as fez regressar a casa de forma algo brusca e antecipada. Ainda assim, as memórias de Kate do espaço e das pessoas são muito boas e ela sente que este postal é o sinal que precisava para fazer alguma coisa de diferente na sua vida.

O que ela não sabe é o quanto a sua tia-avó Eby está desesperada, à beira de vender o Lago Perdido, porque não tem condições financeiras nem psicológicas para o manter, depois da morte do seu marido. A ida de Kate para lá representará uma nova página na vida das duas!

A pequena Devin é adorável e confere à história o tempero necessário para me regalar. Adoro as personagens deste livro, pela sua fragilidade misturada com muita força. Adoro o lago e o seu misticismo, o aligátor, a força das personagens secundárias.

Para mim este livro foi uma releitura, mas não perdeu o encanto por conta disso. A cada página lida, relembrava situações, tal como revemos locais onde já fomos felizes. Foi uma leitura muito agradável e, quem sabe, daqui a uns anos, não retorno?