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Opinião... Stephen King * Running Man - O Jogo de Sobrevivência

É inegável a qualidade da escrita de Stephen King. Como é que, em 1982, teve a capacidade de antevisão e escreveu uma história como esta?

Falo de "Running Man" um livro distópico, que nos retrata uma sociedade imaginada onde há claramente uma separação entre dois grupos. Os muito ricos e os muito pobres. Estes últimos, faltando-lhes trabalho e dinheiro para sobreviver, ficam sujeitos a participar nos jogos que os muito ricos idealizaram, como forma de entretenimento. A questão que se coloca é que estes jogos são de sobrevivência, acabando invariavelmente de uma maneira, já que quem manda manipula todos os acontecimentos a seu belo prazer...

Com o que não contavam era com Benjamin Richard (Ben), um homem que segue este rumo para salvar a filha bebé de uma pneumonia, e portanto, disposto a tudo.

Ben será convocado para o mais terrível dos jogos, aquele onde tem que sobreviver 30 dias pela cidade, podendo ser identificado e apanhado por qualquer cidadão, que tem uma contrapartida monetária se o identificar e outra, ainda maior, se o matar.

Começa então a caça ao homem. Mas Ben não é um homem qualquer. Vamos acompanhá-lo ao longo destes dias, às suas estratégias, ao seu desespero.

É um livro impressionante e viciante. Desde que o jogo começa, a acção é frenética e é praticamente impossível de pousar o livro. Stephen King mostra aqui, uma vez mais, porque é considerado um mestre. Que livraço! Adorei!

Opinião mais detalhada em vídeo:



Opinião... Stephen King * Carrie


Confesso, ler Stephen King causa-me receio… Não consigo evitar ir a medo para um livro seu. E este “Carrie” estava talvez no topo dos mais temidos. Afinal sem razão! Embora seja um livro difícil, com uma temática dura, não me provocou insónias!

Publicado em 1974, celebra agora 50 anos… É obra! Não posso deixar de falar sobre esta edição tão bonita, como também não posso deixar de mencionar que embora tenha adorado ler as palavras de Margaret Atwood no prefácio, apanhei uma série de spoilers… É certo que tive 50 anos para conhecer a história, mas a realidade é que não a conhecia e preferia tê-lo lido como posfácio. Fica o alerta para quem ainda não leu.

Carrie é uma menina que nunca teve uma vida feliz. Primeiro às mãos da mãe, depois dos colegas, foi eternamente mal-tratada e vítima de bullying. É também desde cedo que percebe que a força da sua mente é poderosa…

Carrie irá crescer, sempre neste ambiente, sempre alvo de chacota, sempre mal-amada pela sua própria mãe e, no seu interior, a revolta vai crescendo e crescendo até se tornar intolerável e o pior acontecer! E quando acontece tudo é catastrófico e incontrolável!

A escrita de King é muito peculiar, cheia de apartes que tornam o ritmo de leitura diferente, mas não menos interessante. É um livro pesado, mas de leitura viciante. E fez-me pensar o quanto foi corajoso, pelos temas que abordou (e pela forma como o fez), há 50 anos, quando as mentalidades e liberdades eram outras! Não será por acaso que resistiu até aos dias de hoje, continuando a conquistar leitores e, inclusive, com adaptações para filmes.

Pela minha parte, dispenso ver o filme, parece-me que visualmente esta história será demasiado para mim, mas quanto ao livro foi uma bela surpresa. A partir de dada altura, dei por mim a lê-lo freneticamente e a não querer parar enquanto não cheguei à última página. O que, basicamente, diz tudo!