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Opinião... Sarah Addison Allen * Memórias de Família - A Árvore dos Segredos

 


Vou começar esta minha opinião pelo final e dar, desde já, as más novas… “A Árvore dos Segredos” foi o livro que menos gostei de todos os que li da autora (e já foram uns quantos).

Dito isto, importa explicar as razões. Reflectindo um pouco no assunto, diria que são essencialmente duas: primeiro, a história leva imenso tempo a arrancar, ao fim de muitas páginas lidas, muito pouco tinha acontecido, o que acaba por desmotivar a leitura. Ainda assim, se depois oferecesse uma narrativa cativante e emocionante, este início seria facilmente esquecido. Não foi o caso, infelizmente. O que me leva à segunda razão: achei toda a história muito rasa, muito óbvia, sem grandes elementos de originalidade, que me puxassem para a leitura.

Nesta história temos duas netas e duas avós: Willa e a avó Georgie, actualmente num estado avançado de perda de memória e Paxton e a avó Agatha, a viver num lar, mas com o mesmo feitio rebiteso de sempre. Georgie era descendente de uma família rica que perdeu tudo e Agatha viveu e vive no meio da riqueza. Mas elas eram grandes amigas e partilharam um grande segredo. Segredo esse que ficou encerrado na casa de Blue Ridge Madam, entretanto ao abandono. Mas quando Paxton e o seu irmão gémeo Colin decidem restaurar a propriedade, é inevitável que este segredo venha à tona.

A parte que mais me agradou nesta história foi, sem dúvida, o toque de magia em volta de Madam e o propósito original do Clube da Sociedade Feminina de Walls of Water, que se perdeu com o tempo, para vir a ser restaurado por Paxton.

Com tudo isto não quero dizer que o livro não é bom, no entanto, quando o comparo com outros da autora (de que tanto gosto), este fica aquém. Importa, no entanto, referir que este livro foi originalmente escrito em 2011, vários anos antes dos outros livros que li de Sarah Addison Allen, pelo que o seu amadurecimento como escritora poderá estar por detrás desta opinião. Acredito que sim.

De qualquer forma, não é este livro que me tira o entusiasmo com esta autora, um dos meus guilty pleasure literários, que irei continuar a seguir muito atentamente!

Opinião... Sarah Addison Allen * Memória de Família - Lago Perdido

 


Sarah Addison Allen é um dos meus guilty pleasures literários. Ler os seus livros oferece-me conforto e quentinho no coração. Por isso mesmo, volto sempre a eles, um porto seguro depois de viagens mais arriscadas ou atribuladas…

Kate vive dias difíceis, a morte do seu marido, há cerca de um ano, levou-a para um lugar escuro de onde tem dificuldade em sair. Mas a sua filha Devin, de oito anos, precisa da sua atenção e será ela que irá descobrir, numa incursão ao sótão, um postal da tia-avó Eby que Kate nunca chegou a ver. Anos antes, Kate e a sua família visitaram o Lago Perdido, a propriedade de Eby, mas algo aconteceu entre a mãe e a tia-avó que as fez regressar a casa de forma algo brusca e antecipada. Ainda assim, as memórias de Kate do espaço e das pessoas são muito boas e ela sente que este postal é o sinal que precisava para fazer alguma coisa de diferente na sua vida.

O que ela não sabe é o quanto a sua tia-avó Eby está desesperada, à beira de vender o Lago Perdido, porque não tem condições financeiras nem psicológicas para o manter, depois da morte do seu marido. A ida de Kate para lá representará uma nova página na vida das duas!

A pequena Devin é adorável e confere à história o tempero necessário para me regalar. Adoro as personagens deste livro, pela sua fragilidade misturada com muita força. Adoro o lago e o seu misticismo, o aligátor, a força das personagens secundárias.

Para mim este livro foi uma releitura, mas não perdeu o encanto por conta disso. A cada página lida, relembrava situações, tal como revemos locais onde já fomos felizes. Foi uma leitura muito agradável e, quem sabe, daqui a uns anos, não retorno?

Opinião... Sarah Addison Allen * Lago Perdido

Data Início: 28-06-2014 
Data Fim: 03-07-2014

AutorSarah Addison Allen
Título: Lago Perdido
Editora: Quinta Essência
ISBN: 9789897261367
N. Páginas: 280

Sinopse:
A primeira vez que Eby Pim viu Lago Perdido foi num postal. Apenas uma fotografia antiga e algumas palavras num pequeno quadrado de papel pesado, mas quando o viu soube que estava a olhar para o seu futuro. Isso foi há metade de uma vida. Agora Lago Perdido está prestes a deslizar para o passado de Eby. 
O seu marido George faleceu há muito tempo. A maior parte da sua exigente família desapareceu. Tudo o que resta é uma velha estância de cabanas outrora encantadoras à beira do lago a sucumbirem ao calor e à humidade do Sul da Georgia, e um grupo de inadaptados fiéis atraídos para Lago Perdido ano após ano pelos seus próprios sonhos e desejos. É bastante, mas não o suficiente para impedir Eby de abrir mão de Lago Perdido e vendê-lo a um empreiteiro. Este é por isso o seu último verão no lago… Até que uma última oportunidade de reencontrar a família lhe bate à porta. 

Comentário:
Nesta minha estreia com a autora, Sarah Addison Allen, confesso que o início do livro não me encheu as medidas. Foi um início algo lento e sem me agarrar à leitura. No entanto, a parte final do livro é muito boa e fez-me terminar a leitura a desejar que a história não acabasse.

Kate acha que a maldição que assola as mulheres da sua familia chegou a ela, quando o seu marido Matt morre cedo demais deixando-a só com a filha Devin de 8 anos. Depois de um ano de luto e de "dormência" Kate decide levantar a cabeça e enfrentar a vida de novo. Quis o destino que encontrasse nessa altura uma carta que recebera de uma tia-avó Eby anos antes mas nunca antes lida e que lhe indica o caminho a seguir: o Lago Perdido, a estância de Eby.

Eby enfrentou tudo e todos na sua juventude ao casar com George pois podendo ter uma vida de luxo devido à herança que este recebera, decidiram vender tudo e refugiar-se no Lago Perdido, um local que os conquistou assim que o viram pela primeira vez. E foi lá que foram muito felizes, até que também George morreu. Apesar dos seus esforços, Eby não conseguiu manter a qualidade do local e os clientes foram gradualmente desaparecendo. E Eby vê como única solução vender a propriedade. Mas a sua sobrinha-neta Kate aparece de súbito e o final da história poderá ser re-escrito... 

Gosto muito de livros com uma história bonita e um toque de magia. Afinal, para coisas sérias já temos a vida! Porque é que os livros não nos hão-de transportar para outros mundos, outras realidades (pouco reais)? Eu gosto muito quando isso acontece enquadrado numa boa narrativa e mantendo a coerência. O que aconteceu claramente no "Lago Perdido" e me conquistou!

Classificação: 8/10