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Opinião... Evie Woods * A Misteriosa Padaria na Rue de Paris

Começo pelo fim, dizendo que gosto muito da escrita de Evie Woods. Depois de "A Livraria Perdida" que me deliciou, chegou a vez deste "A Misteriosa Padaria na Rue de Paris". Que continua a ter todos os ingredientes que me deliciam: boas personagens, uma história bonita e moralmente positiva e um toque de magia na quantidade perfeita.

Edith passou a sua vida com a mãe doente. Desde nova que tem consciência que a doença da mãe a irá levar cedo da sua vida, pelo que toma a decisão de estar sempre com ela, enquanto pode.

Agora que a mãe faleceu, Edith sente que precisa de ganhar asas e voar. Para tal acaba por aceitar um emprego em França, na Rue de Paris, tudo o que sempre sonhou. Viajar da Irlanda para França e cumprir um sonho.

O que ela não esperava é que a Rue de Paris não ficasse em Paris, e que a patroa fosse uma pessoa muito pouco afável... Mas Edith é resiliente e a sua persistência trarão frutos!

É um romance muito bonito, que me deliciou ler. Edith é uma personagem cativante, bonita por dentro e que queremos muito que termine bem. Toda a história em redor desta padaria é igualmente interessante e a conclusão da história, ainda que não tenha sido inesperada, foi a certa para deixar o leitor saciado.

Evie Wood é uma autora que irei certamente continuar a acompanhar. Gosto muito do estilo dela!

Opinião mais detalhada em vídeo:



Opinião... Evie Woods * A Livraria Perdida

 


“A Livraria Perdida” é daqueles livros que mais do que falar sobre ele, sobre o que nos conta, importa senti-lo, viver cada página como se estivéssemos presentes na narrativa. De repente, torna-se em algo familiar e confortável, mesmo quando assistimos a cenas improváveis. Difícil transmitir este sentimento por palavras, por isso o melhor é mesmo pegar nele e ler (e apreciar!).

De qualquer forma, e de um modo apenas resumido, temos um livro contado em dois tempos com três personagens principais. No presente temos Martha e Henry, ela foge de um lar onde impera a violência doméstica e consegue encontrar emprego na casa de uma idosa que a contrata como governanta, casa esta que se situa mesmo ao lado da morada que Henry procura como tendo sido o local de uma livraria perdida. É desta forma que se conhecem e se envolvem na busca pela história deste antigo local.

No passado, temos Opaline, uma jovem mulher que foge de uma família que não a acarinha, querendo antes casá-la por interesse. Depois de várias peripécias, Opaline vê-se a viver em Dublin e a tomar conta de um antiquário onde pretende incluir uma sessão de livros antigos, a sua grande paixão e especialidade.

Obviamente que em livros com dois espaços temporais, a dada altura as duas histórias terão um fio condutor que faz o puzzle ficar completo. Este não é excepção e a ligação é muito interessante. Confesso que não a antecipei, antes de se tornar demasiado óbvio.

A escrita deste livro é o ponto chave. Ela é descomplicada, mas rica, conseguindo transmitir ao leitor uma aura tão necessária a esta narrativa. O intercalar do presente e do passado é algo que eu gosto sempre de encontrar, dá uma outra dinâmica ao mesmo tempo que desperta ainda mais a minha curiosidade. Depois temos o tema, como não gostar de um livro que fala de livros e livrarias? Por fim, o toque de magia, na dose certa, na minha opinião, que torna tudo ainda mais encantado!