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Opinião... Maria Martinez * Tu e Outros Desastres Naturais

Gosto muito dos romances de María Martínez, pela forma doce como são construídos, com personagens credíveis e enredos reais. 

Este "Tu e Outros Desastres Naturais" segue a mesma lógica e revelou-se uma leitura leve e descomplicada, que me soube bem. Ainda assim, não é o meu livro preferido da autora.

Temos como personagem principal Harper, ela é uma menina de boas famílias, a quem é esperado que siga o negócio da família, à semelhança dos irmãos. Mas Harper quer outra vida e segue o seu sonho de estudar literatura. Contudo, a morte da sua avó, dona de uma livraria, vai fazê-la mudar o rumo esperado. Como se não fosse suficiente, o pai resolve exercer sobre ela, de novo, a pressão pelo rumo que idealizou para ela.

Por explicar fica a forma como a atitude deste pai é tão diferente com Harper, relativamente aos seus irmãos. Quando o descobre, tudo muda na sua atitude, levando-a a mais uma reviravolta...

Para complicar ainda mais as coisas, Harper reencontra a sua grande paixão, que terá terminado da pior forma. Será que ainda é recuperável?...

Como referi, é um romance levezinho e um pouco previsível (talvez por isso não seja o meu preferido), mas foi uma leitura agradável, boa para dar algum descanso a este cérebro cansado!

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Opinião... María Martínez * Quando Não Houver Mais Estrelas Para Contar

“Quando Não Houver Mais Estrelas para Contar” foi a minha segunda leitura de María Martínez, uma autora que nos oferece bonitos romances, claramente focados nas suas personagens, que desenvolve de forma muito rica.

São as suas personagens que me fazem gostar tanto dos seus livros. Aqui temos Maya, uma bailarina que luta pelo lugar principal na companhia onde dança, quando um terrível acidente a impede de conquistar o sonho. Na verdade, o sonho poderá nem ter sido dela, mas antes da sua avó, que a criou. Com este acidente, Maya vê ruir tudo à sua volta: trabalho, família e até a sua relação amorosa.

No meio de todo este caos, descobre inesperadamente uma pista que a poderá levar ao pai que não conhece, levando-a numa viagem a Itália. E será neste país que irá conhecer Lucas, um jovem simpático que a acolhe, tendo, também ele, um passado difícil e com muitas coisas por resolver…

Adorei particularmente toda a acção passada na vila em Itália, a forma como vizinhos são família e como receberam Maya. Chega a ser comovente. A relação entre os dois é, também ela, bonita e cativante.

Para quem procura um romance bem construído, romântico e dramático q.b., este é o livro certo. E María Martínez é uma autora a acompanhar, sem qualquer dúvida!

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Opinião... María Martínez * O Que a Neve Sussurra ao Cair

 


Este livro talvez tenha a capa e o título mais bonitos do ano. Ficou de imediato reservado para ser lido nos dias em torno do Natal, altura em que procuro uma leitura fofinha, de conforto.

Acertei em cheio, ainda que o livro não seja tão leve quanto a capa poderia mostrar.

Ainda assim, adorei conhecer estas personagens: Hunter e Willow, duas pessoas marcadas pela vida, de maneira diferente, mas igualmente profunda. Se Hunter enfrenta a dúvida das suas origens, depois de passar uma vida a sentir-se a mais na família, Willow sente-se usada e abusada por todos quantos a rodeiam e decide afastar-se, indo viver uns tempos com a sua avó.

É nesta localidade que se vão encontrar e o primeiro impacto não vai ser positivo, antes pelo contrário… Uma série de mal-entendidos rapidamente vão criar uma relação de ódio bilateral. Mas já se sabe bem como funcionam estas coisas, não é? Ultrapassada esta barreira imaginária, ambos vão perceber o bem que se querem e que fazem um ao outro.

Temos aqui, portanto, temas difíceis, abordados de forma directa com as suas consequências nas personagens bem expressas na forma como agem. Mas temos também acção muito amorosa, o crescimento de uma relação que, longe de perfeita, é bonita.

Foi, de facto uma excelente altura para ler este livro e adorei de que forma o título está integrado na história. O que será que a neve sussurra ao cair? Terão de ler para descobrir…

Vai valer a pena, se procuram um romance bem escrito, mas leve, com personagens ricas, com vários estados de espírito (não é isso a vida?) e com um enredo típico de um bom romance, então o livro de María Martínez é uma excelente sugestão.

Opinião... Sarah Adler * As Cinzas da Sra. Nash


O título deste livro “As Cinzas da Sra. Nash” indicia-nos uma história trágica, no entanto, a sua capa remete-nos para um romance fofinho. E, a verdade, é que o livro é realmente uma mescla de ambas as situações!

Millie tem quase 30 anos e encontra-se, neste momento, a cumprir uma missão que se autoimpôs.  Para entendermos as suas razões, precisamos de recuar um pouco no tempo. Millie separa-se do seu namorado e acaba por ir viver com a vizinha do lado, uma senhora idosa com quem se dá muito bem. Esta vizinha, a Sra. Nash, acaba por lhe contar o quanto gostaria de rever um grande amor, uma mulher que conheceu durante a guerra, mas cujo preconceito não as deixou concretizar esse amor. Millie combina então ir em busca desta mulher, para que a Sra. Nash a possa ver novamente. Mas, infelizmente, ela morre antes que tal se concretize. Millie decide então empreender esta busca sozinha, apenas com as cinzas da Sra. Nash por companhia.

Quando se prepara para fazer a viagem de avião, acontecimentos vários levam-na a ter de viajar, de carro, com um homem que conhece vagamente e que não prima pela simpatia. Esta viagem será para eles uma odisseia, com peripécias várias, mas será também uma viagem de descoberta interior e de descoberta um do outro.

Temos aqui, portanto, romance, mal-entendidos, situações peculiares, e uma enorme amizade que move Millie e que adorei acompanhar! A forma como o livro termina, no que toca à Sra. Nash (ou às suas cinzas) é muito comovente.

O livro é fácil de ler, mas não é muito leve. A escrita faz-nos imergir nestas páginas e viver estes dias com Millie e Hollis, desejando-lhes um final feliz. São duas personagens frágeis, com uma armadura fictícia que se derruba ao primeiro sopro. Mas são igualmente duas personagens bom coração que só nos fazem querer que tudo lhes corra de feição. Confesso que terminei o livro com a sensação de que vou sentir saudades deles! Um romance fofo, mas, ao mesmo tempo, sério. E respeitoso do tema. Por isso gostei tanto dele!

Opinião... Kasie West "Empresto-te o Meu Coração"

 


Adjectivo para este livro? Fofinho! História, personagens, animais, tudo é fofinho em “Empresto-te o meu coração”.

E dou por mim a pensar no quanto teria gostado de ler este livro quando era adolescente… sortudas as meninas de hoje, que têm acesso a livros tão amorosos como este, já que na minha altura a oferta era muito reduzida. Mas a verdade é que, mesmo não estando nessa faixa etária, gostei muito desta leitura. Diria até que, dentro deste género literário, foi dos melhores livros que li nos últimos tempos!

Os nossos protagonistas são Wren e Ashler. Ela é introvertida e tenta-se proteger ao máximo, criando regras para um eventual namorado, o que obviamente está a dificultar a tarefa de arranjar um. Ele é um nerd bom coração que procura uma namorada através da internet.

E é precisamente no dia do encontro de Ashler com a sua pretendente que os vamos conhecer. Junto com Ashler vem o seu amigo (ou não), a filmar tudo para que o flop deste encontro viralize na sua página do Tiktok. Wren encontra-se no mesmo café, e indignada ao assistir a esta cena decide intervir, fazendo-se passar pela tal pretendente.

O encontro entre os dois revela-se bastante mais positivo do que o antecipado e Ashler acaba por se voluntariar a trabalhar no mesmo abrigo de animais onde Wren trabalha, o que os irá aproximar. Mais ainda quando lhes é incumbida a tarefa de procurar quem adopte o cão que há mais tempo reside no canil, um pitbull que apenas se dá bem com este par…

A escrita é muito fluída e oferece-nos uma narrativa muito apelativa que aquece o coração. Na minha opinião este livro cumpre todos os propósitos a que se propõe. Trazer uma história amorosa, com personagens fofinhas, numa leitura agradável, sem ser fútil e ainda diverte. O facto de termos o abrigo dos animais traz uma outra dimensão à história, na minha opinião muito bem conseguida. As personagens secundárias, são também elas bem posicionadas, criando dinâmicas divertidas. É um facto, esta dupla já conquistou o seu lugar no meu coração literário!