Este livro entrou na minha wishlist depois de ver tantas opiniões sobre ele. Fui um pouco à descoberta, sabia apenas que era sobre a perda de um filho.
Não estava preparada, portanto, para me deparar com um livro de não ficção, onde uma família foi assolada pela desgraça pela segunda vez, quando o filho mais novo se suicida, seis anos depois do irmão mais velho ter feito a mesma coisa.
Não consigo sequer imaginar a dor desta família, mas Yiyun decidiu colocá-la em palavras. E, diria eu, de uma forma muito crua e directa. Ela refere cedo no livro que não está a fazer o luto, que esta é uma dor que a vai acompanhar ao longo de toda a vida. Conta-nos um pouco da sua história (ela própria sofreu de uma depressão grave) e das personalidades dos filhos. Não procura explicações, não há raiva, apenas aceitação e dor.
É um livro tocante e, em certa medida, chocante. Perturbador acima de tudo. Não há maneiras certas de se viver algo tão contra natura, há que respeitar. É o que eu faço com este livro. Respeito tudo o que li,
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