"A Conta Que Deus Fez" não é um livro fácil, mas é uma leitura tão boa!
Já não foi a minha estreia com a autora, e voltei a gostar bastante da sua escrita, que conta muito em poucas palavras e nos envolve na história de forma irremediável!
Aqui temos Luísa, que vivia com a mãe e a irmã mais nova. Embora a vida não fosse um mar de rosas, era tranquila e, acima de tudo, estável. A morte prematura da mãe fez com que estas duas meninas ficassem sozinhas no mundo.
Quis o destino que Luísa fosse criada pelos avós maternos, que até aí desconhecia e que se tivesse separado da irmã, para não mais saber dela. Mas a vida com estes avós recém descobertos não foi fácil, já que as razões para a terem aceite foram apenas monetárias e porque ela representava mais dois braços para trabalhar...
Vamos acompanhar o crescimento de Luísa desde este episódio dramático até à idade adulta, com todos os momentos que acompanham o desenvolvimento de uma criança/adolescente.
Este livro caracteriza muito bem o que é o ambiente do interior norte do país no final do século passado, onde as relações humanas não eram o foco da atenção de quem precisava de trabalhar duro para uma sobrevivência diária. Aborda também o que era a adopção naquela época, algo que não me recordo de ser sequer falado como nos dias de hoje.
É uma história dura, muito dura, mas contada de forma incrível e apaixonante. Adorei cada página deste livro, intenso e marcante!
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