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Opinião... Jenny Colgan * A Livraria dos Segredos

Jenny Colgan é um dos meus guilty pleasures literários. Sempre que é editado um novo livro da autora, quero muito lê-lo de imediato.

Foi o que aconteceu com “A Livraria dos Segredos”. E, de facto, foi como regressar a um lugar de conforto, onde conheço os cantos à casa e não antecipo surpresas. Mas, ainda assim, me sabe tão bem!

Carmen não está a viver dias fáceis, perdeu o seu emprego e deixou de ter forma de se sustentar. Para complicar ainda mais a sua vida, a sua irmã Sofia aparenta ter uma vida de sonho, tornando inevitáveis as comparações dos pais... E será a irmã que lhe vai arranjar uma solução, ao propor-lhe reerguer uma livraria à beira da falência, já que o seu dono, embora amoroso, quer mais falar sobre livros do que vendê-los!

Obviamente que pelo meio teremos romance, com os devidos malentendidos, típicos deste tipo de livro. Carmen acaba por ser uma daquelas personagens de que inevitavelmente gostamos, porque não tem maldade, apenas inocência.

Jenny Colgan volta ao seu registo, com a cereja no topo do bolo de envolver uma livraria, o que torna qualquer livro logo mais especial, oferecendo aqui um romance bonito e quentinho.

Opinião mais detalhada em video:









Opinião... Jenny Colgan * O Café Junto ao Mar


Não se apreciar um livro de um autor que se adora é uma dor na alma… Jenny Colgan é das minhas autoras de romances “fofinhos” preferida. Tem a capacidade de criar narrativas amorosas, que me envolvem e me transportam para o lugar onde se passa a acção (sempre locais que desejo visitar) e personagens que aprecio e que torço muito que tudo lhes corra bem.

“O Café Junto ao Mar” não me ofereceu tudo isto. Achei toda a história mais “morna”, pouco original e não senti o esperado carinho por Flora, a personagem principal.

Acredito que parte deste sentimento se deva também à tradução deste livro. Existem inúmeras frases que me fazem pouco sentido, na forma como estão construídas. Isto obrigou-me a reler várias passagens, perdendo o ritmo de leitura e o entusiasmo, confesso.

Flora vive em Londres e trabalha num escritório de advogados. Mas ela é escocesa, mais precisamente de uma ilha muito a Norte, chamada Mure. Vive, portanto, afastada da família e da localidade que a viu crescer. Isto porque desde o funeral da mãe, se sentiu mal acolhida e decidiu partir, deixando para trás o pai e os irmãos, entregues à vida rural de sempre.

Quis o destino que um cliente da empresa onde trabalha quisesse uma profissional escocesa para tratar de um assunto pendente, precisamente em Mure. A escolha foi óbvia, apesar da pouca experiência, Flora era a única funcionária que cumpria o requisito, e vê-se, repentinamente, de volta à sua terra Natal.

Primeiro veio o choque do confronto com a realidade que escolheu deixar para trás, para a seguir os laços de sangue falarem mais alto e, é desta forma que Flora se vê de novo no seio da família, enquanto tenta ajudar o cliente a ser aceite naquela ilha pouco receptiva a estranhos.

Para temperar tudo isto, temos ainda a paixoneta que Flora tem há muito tempo pelo seu chefe, um mulherengo de sucesso da grande Londres, que, ao ver-se naquela ilha, percebe que existe mais vida para além da que rodeia o seu umbigo.

Gostava muito de ter gostado mais deste livro. Não aconteceu. Faltou-me empatia com as personagens, faltou-me entusiasmo com a história. Ainda assim, a parte que mais retive e apreciei foi, sem dúvida, a que toca às tradições escocesas, tão diferentes e originais e muito bem retratadas neste livro.

De qualquer forma, um livro não faz uma autora e Jenny Colgan permanece inabalável no seu lugar de autora de romances fofinhos no meu coração.

Opinião... Jenny Colgan * Pão, Mel e Amor

Data Início: 15-10-2015
Data Fim: 19-10-2015

AutorJenny Colgan
Título: Pão, Mel e Amor
Editora: Quinta Essência
ISBN: 97898974135750
N. Páginas: 398

Sinopse:
Polly Waterford está a recuperar de um relacionamento tóxico. Incapaz de pagar a prestação do apartamento, tem de se mudar para longe de toda a gente que conhece, e vai parar a uma pequena estância balnear sonolenta, onde vive sozinha por cima de uma padaria abandonada. Polly começa então a sublimar as frustrações no seu passatempo favorito: fazer pão. O que antes era uma ocupação de fim de semana torna-se de repente muito mais importante, à medida que ela extravasa as suas emoções no amassar e no bater da massa, e o pão se vai tornando cada vez melhor. Com nozes e sementes, azeitonas e chouriço, com mel da região (cortesia do belo apicultor, Huckle), e com reservas de determinação e criatividade que Polly nunca julgou ter, ela coze e coze e coze... E as pessoas começam a ouvir falar disso.

Comentário:
Da mesma forma que existem comédias românticas no cinema, também podemos transportar este conceito para os livros. E este "Pão, Mel e Amor" é uma divertidíssima comédia carregada de romance!
Soube-me muito bem ler um livro leve e divertido, que me deixou bem disposta e sonhadora.

Polly é uma mulher que vê a sua vida relativamente estável ruir, quando a empresa que partilha com o companheiro vai à falência levando-lhes todos os seus bens. O seu companheiro, Chris, não aceita o sucedido e "foge" para casa da mãe, abandonando Polly.

E é assim que a nossa protagonista se vê sozinha, sem casa, sem carro e sem dinheiro.
Para tentar dar a volta, Polly decide seguir o instinto e aluga uma pequena casa a cair aos pedaços numa ilha longe da cidade que, quando a maré sobe fica isolada. 
É uma aventura, um novo início, do qual ela várias vezes se arrependeu, mas que lhe trouxe um novo rumo... De repente vê-se a fazer pão para toda a aldeia e aquilo que sempre foi um hobbie passou a ser a sua fonte de rendimentos. Conhece pessoa novas, percebe as dificuldades porque passam os pescadores e as respectivas famílias que vivem diariamente a incerteza do regresso a casa.
E conhece um americano que se refugiou perto da ilha para "fugir" à sua realidade em Savannah e que é apicultor e produtor de mel. 

Adorei o papagaio do mar, Neil. Maravilhoso! Adorei a primeira parte do livro, a integração de Polly, o dia em que conhece Huckle, as descrições da padaria e dos pães e ainda as descrições dos habitantes da ilha.
Já não gostei tanto da parte do romance. Achei as atitudes de ambos os apaixonados muito radicais e indecisas o que, na minha opinião, tirou emoção à história.

Apreciei no entanto a mensagem geral do livro, existe sempre uma outra vida possível para cada um de nós, e quando tudo parece desmoronar pode ser apenas um empurrão do destino para seguirmos o caminho certo... Quem sabe?


Classificação8/10