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Cultura Geral... A Lisboa de Almada - 120 Anos de Almada Negreiros

No dia 12 deste mês tive a oportunidade de fazer o passeio "A Lisboa de Almada", por conta da celebração dos 120 Anos de nascimento de Almada Negreiros.
Foi uma redescoberta de Lisboa e um passeio muito agradável!


A visita guiada teve início no Diário de Noticias, local onde se encontra uma exposição de obras de Almada mas que não nos foi possível visitar por ser Domingo.



Seguimos para o Hotel Ritz, onde está o mural com gravura a dourado da foto abaixo: 

E tapeçarias do mesmo autor:


Passámos pela Rua S. Filipe Neri, onde, no n´º 42, Almada Negreiros viveu grande parte da sua vida: 


E passámos também pelo edifício onde está a Casa de Pessoa. A fachada é fabulosa!!! (e ficou a vontade de ver mais do que a fachada!)


A paragem seguinte foi a Igreja do Santo Condestável, em Campo de Ourique, onde estão presentes vitrais do autor:



De Campo de Ourique a visita continuou para a Fundação Calouste Gulbenkian, onde se encontra este painel de Almada Negreiros:


A paragem seguinte foi perto - Igreja Nossa Senhora de Fátima, onde existe uma enorme obra de Almada: o Batistério é obra integral dele - frescos, vitrais e azulejos!


E a nave da Igreja está repleta de vitrais fabulosos do mesmo autor:


A última paragem foi na Cidade Universitária - Faculdade de Direito, Reitoria e Faculdade de Letras:






Foi uma visita cultural muito interessante e completa. A guia era extremamente simpática e simples. O que tornou este passeio de 3h30 num momento bem passado!


Mais informações sobre estas visitas aqui.

Cultura Geral... Leitores-Beta

Esta rubrica surge a propósito do livro que tenho actualmente em mãos - o próximo livro de L. C. Lavado que ainda está em fase de manuscrito, fazendo de mim Leitora-Beta. :-)


Leitor Beta é aquele leitor que tem acesso ao livro antes dele ser publicado e o seu trabalho consiste em ler o original e responder ao autor com a sua visão da obra, apontando possíveis falhas de continuidade, incongruências e, de forma geral, dando seu parecer sobre a obra. É um trabalho que exige honestidade, respeito e, principalmente, sigilo, pois o leitor não deve comentar com ninguém o que leu, honrando assim a confiança que o autor lhe passa ao mostrar seu original.

Na minha opinião pessoal, é um trabalho de grande responsabilidade, mas também bastante gratificante. Não pode ser uma leitura como as outras, requer mais concentração, mas é igualmente agradável. Espero que seja a primeira de muitas experiências desta natureza!

Cultura Geral... Plano Nacional de Leitura

O Plano Nacional de Leitura é uma iniciativa do Governo, da responsabilidade do Ministério da Educação, em articulação com o Ministério da Cultura e o Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares.
Constitui uma resposta institucional à preocupação pelos níveis de literacia da população em geral e, em particular, dos jovens, significativamente inferiores à média europeia.



Concretiza-se num conjunto de estratégias destinadas a promover o desenvolvimento de competências nos domínios da leitura e da escrita, bem como o alargamento e aprofundamento dos hábitos de leitura, designadamente entre a população escolar.

O Plano Nacional de Leitura deverá estimular iniciativas que abranjam a população, desde a primeira infância até à idade adulta.
Sendo necessário adoptar uma estratégia faseada, elegem-se como público-alvo prioritário para uma primeira fase, a decorrer durante cinco anos, as crianças que frequentam a Educação Pré-escolar e as crianças que frequentam o Ensino Básico, em particular os primeiros seis anos de escolaridade.

No pressuposto de que, para atingir as crianças e os jovens, é indispensável mobilizar os principais responsáveis pela sua educação, consideram-se igualmente como segmentos do público-alvo privilegiado educadores, professores, pais, encarregados de educação, bibliotecários, animadores e mediadores de leitura.

As principais acções previstas são as seguintes:
  • Promoção da leitura diária em Jardins-de-infância e Escolas de 1.º e 2.º Ciclos nas salas de aula
  • Promoção da leitura em contexto familiar
  • Promoção da leitura em bibliotecas públicas
  • Promoção da leitura noutros contextos sociais
  • Recurso aos órgãos de comunicação social e a campanhas para sensibilização da opinião pública
  • Produção de programas (ou rubricas de programas) centrados no livro e na leitura, a emitir pela rádio e pela televisão
  • Criação de blogs e chat-rooms sobre livros e leitura para crianças, jovens e adultos 

O site disponibiliza uma série de links:

Ler+ Escolas: Neste site poderá conhecer os projectos e iniciativas lançados pelo PNL, bem como as actividades realizadas pelas escolas, no âmbito dos Livros e da Leitura


Caminho das Letras: Uma viagem rumo ao conhecimento


Ler+ Novas Leituras: propostas de qualidade para formar melhores leitores


Ler+ Teatro: experimenta a dimensão natural e vive a experiência real


Adultos a Ler+: imagine como o país será diferente quando todos os portugueses gostarem de ler


Ler+ Em Familia: As crianças desenvolvem-se melhor e têm melhores resultados na escola quando contactam com livros diariamente.


Ler+ Dá Saúde: O Projecto Ler+ dá saúde visa envolver os Profissionais dos Centros de Saúde e dos Hospitais no aconselhamento da Leitura em Família.


Clube de Leituras: Um projecto pioneiro na internet que pretende ajudar a promover os hábitos de leitura em Portugal.


Biblioteca de Livros Digitais: Vale a pena conhecer a biblioteca de livros digitais.


Concursos: Concursos e passatempos.


Promoção da Cultura (Países OCDE): Práticas de Promoção da Leitura nos Países da OCDE.


Ler+ Estudos: Neste sítio poderá encontrar os diferentes estudos realizados a nivel internacional e no âmbito do PNL.


Cultura Geral... ISBN


International Standard Book Number

O ISBN (International Standard Book Number) é uma notável história de sucesso desde o seu arranque, em 1968, como Standard Book Number (Número Padrão do Livro), no Reino
Unido. No prazo de um ano, o SBN transformou-se no ISBN, e o seu comprimento estendeu-se de nove para dez dígitos. Ratificado em 1970 pela ISO, como norma internacional (a 2108), a coordenação internacional do sistema ISBN pertence à Agência Internacional em Berlim, uma unidade no seio da Bibioteca Estadual de Berlim. Actualmente, 166 países são membros do sistema ISBN.



O sucesso do ISBN, a par do desenvolvimento e popularidade das publicações electrónicas, originou preocupações sobre a capacidade do ISBN actual, na sua forma de 10 dígitos. Decidiu-se rever a norma, usando a versão EAN Bookland do número como a nova sequência
identificadora de 13 dígitos, de forma a assegurar a capacidade do ISBN no médio prazo.

Historial
A questão da necessidade, e praticabilidade, de um sistema internacional de numeração para os livros foi discutida pela primeira vez na 3ª Conferência Internacional de Investigação no Mercado do Livro e Racionalização no Comércio Livreiro, em Berlim, em Novembro de 1966.
Por essa altura, um certo número de editores e distribuidores de livros europeus pretendia utilizar computadores nas vendas e controlo dos inventários, sendo evidente que o pré-requisito para um sistema automatizado eficiente seria um único e simples número de identificação, por cada publicação.
O sistema que viria a preencher estes requisitos, o International Standard Book Number (ISBN) foi desenvolvido a partir do sistema de numeração do livro introduzido no Reino Unido em 1967, por J Whitaker & Sons, e nos Estados Unidos em 1969, por R. R. Bowker.

Vantagens do ISBN
O ISBN permite a compilação e actualização dos catálogos do comércio livreiro e das bases de dados bibliográficas, tais como os catálogos de livros impressos. A informação sobre os livros disponíveis pode ser encontrada com facilidade.
Encomendar e distribuir livros são tarefas executáveis com base no ISBN, um método eficiente e rápido.
O ISBN é legível pelas máquinas através do código de máquinas EAN.UCC, de 13 dígitos: é um processo rápido e evita erros.
O ISBN é necessário para a execução dos sistemas electrónicos de pontos de venda, nas livrarias.
A gestão de direitos é executada, sobretudo, com base no ISBN.
A acumulação de dados sobre as vendas é levada a cabo através do ISBN. Isto possibilita a monitorização do sucesso dos diversos produtos, formatos e edições, bem como a possibilidade de estabelecer comparações sobre diversas áreas temáticas e até diferentes editoras.
A legislação nacional sobre bibliotecas e empréstimos, nalguns países, tem por base o ISBN. 

Estrutura do ISBN
A partir do dia 1 de Janeiro de 2007, as agências nacionais do ISBN pasaram a fornecer apenas ISBN de 13 dígitos, compostos pelos seguintes elementos:
· O prefixo (1)
· O identificador do grupo de registo (2)
· O identificador do registante (o editor)  (3)
· O elemento de edição (4)
· O dígito de controlo (5)
Quando impresso, o ISBN é sempre precedido das letras “ISBN”.

(1) O primeiro elemento do ISBN é um número de três dígitos, disponibilizado pelo EAN internacional. Os prefixos já postos à disposição são o 978 e o 979, mas poderá ocorrer futura atribuição de prefixos, se for necessária para assegurar a capacidade do sistema ISBN.

(2) O segundo elemento do ISBN identifica o país, a região geográfica ou a área linguística participante no sistema ISBN

(3) O terceiro elemento do ISBN identifica um editor em particular, ou uma impressão no âmbito de um grupo de registo em particular. O comprimento deste elemento varia na directa relação da antecipação do número de títulos de um dado editor, e pode compreender até 7 dígitos. Os editores com o maior número de títulos esperados recebem os menores ISBN, e vice-versa.

(4) O quarto elemento do ISBN identifica uma edição específica, efectuada por um editor em particular. O comprimento deste elemento varia na relação directa do número de edições que se calcula seja a capacidade do editor, e pode ir até 6 dígitos. Os editores com maior número
esperado de títulos, recebem os elementos de publicação maiores, e vice-versa. Para assegurar que se mantém o comprimento correcto do ISBN , os dígitos em branco são representados por zeros.

(5) O quinto elemento do ISBN é o dígito de controlo

O ISBN em código de barras
A expansão mundial rápida do código de barras trouxe proeminência ao acordo entre o EAN Internacional, o Uniform Code Council (UCC) e as Agências Internacionais do ISBN e do ISMN, o que permitire que o ISBN seja codificado como um código de barras EAN de 13 dígitos. Isto torna o ISBN um identificador internacional compatível com o sistema mundial do código de barras.



Fonte: Manual do Utilizador de ISBN extraído da página da APEL

Cultura Geral... E-books

Os e-books são livros em formato digital (também chamados livro electrónicos) que podem ser lidos em equipamentos electrónicos tais como computadores, PDAs, Leitores de livros digitais ou até mesmo telemóveis que suportem esse recurso.

E-book da Amazon: Kindle


Um pouco da história dos e-books:

1971: Michael Hart lidera o projecto Gutenberg que procura digitalizar livros e oferecê-los gratuitamente.
1993: Zahur Klemath Zapata regista o primeiro programa de livros digitais - Digital Book v.1, DBF.
1993: Publica-se o primeiro livro digital: Do assassinato, considerado uma das belas artes, de Thomas de Quincey.
1995: A Amazon começa a vender livros através da Internet.
1996: O projecto Gutenberg alcança os 1.000 livros digitalizados. A meta é um milhão.
1998: São lançados no mercado os primeiros leitores de livros electrónicos: Rocket ebook e Softbook.
1998-1999: Surgem sites na Internet que vendem livros electrónicos, como eReader.com e eReads.com.
2000: Stephen King lança seu romance Riding Bullet em formato digital. Só pode ser lído em computadores.
2002: Os editoriais Random House y HarperCollins começam a vender versões electrónicas dos seus títulos na Internet.
2005: A Amazon compra Mobipocket na sua estratégia sobre o livro electrónico.
2006: Acordo entre Google e a Biblioteca Nacional do Brasil para digitalizar 2 milhões de títulos.
2006: Sony lança o leitor Sony Reader que conta com a tecnologia da tinta electrónica
2007: Amazon lança o Kindle.
2008: Adobe e Sony tornam as suas tecnologias compatíveis com os livros electrónicos (Leitor e DRM).
2008: Sony lança o PRS-505.
2009: Barnes & Noble lança o Nook.
2010: Apple lança o iPad.


A principal vantagem do livro digital é a sua portabilidade, pois são facilmente transportáveis em CD, pen-drives ou cartões de memória.Pode também ser facilmente transferido através da internet.
A outra vantagem é o preço. Uma vez que estes livros têm preços de produção e entrega menores, o seu preço de venda é também mais acessível que os livros em papel.

Assim como um livro tradicional, o livro digital é protegido pelas leis de direitos autorais. Isso significa que eles não podem ser alterados, plagiados, distribuídos ou comercializados de nenhuma forma, sem a expressa autorização do seu autor. No caso dos livros digitais gratuitos, devem ser observadas as regras e leis que regem as obras de domínio público ou registros de códigos abertos para distribuição livre.

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Apesar das suas vantagens óbvias, na minha opinião, um livro em papel tem muito mais que letras impressas, muito mais que algo para ler. É um objecto que apetece ter, e nenhum e-reader conseguirá substituir o folhear de uma página!

Qual é a tua opinião?

Cultura Geral... BookCrossing


Eu já tinha ouvido falar deste conceito, mas nunca o tinha aprofundado. O que posso dizer é que fiquei cheia de vontade de me registar e iniciar neste mundo depois de ter lido um pouco mais sobre o assunto!


O conceito de BookCrossing surgiu em 2001, mas foi alargado à escala mundial quando Ron Hornbaker, um sócio da Humankind systems, Inc. fez o lançamento da ideia, através da Internet.

Consiste na prática de deixar um livro num local público, para que outros o encontrem, o leiam, o voltem a libertar e assim sucessivamente. O conceito encontra-se definido desde Agosto de 2004 no Concise Oxford English Dictionary.



O objectivo dos membros do BookCrossing é transformar o mundo inteiro numa biblioteca. Para que isso se torne numa realidade, não se importam de libertar os seus livros em locais públicos (cafés, transportes públicos, paragens de autocarro, bancos de jardim e outros sítios que a imaginação ditar) para que o maior número de pessoas os possam ler, em vez de os manterem parados nas suas estantes. Desta forma, o acesso à cultura e especificamente à leitura torna-se verdadeiramente universal.

O conceito foi depois alargado ao mundo virtual, onde existe um site dedicado, no qual é possível numerar e seguir o percurso de cada livro. Este site já 
ganhou dois prémios Peoples' Voice atribuídos pela Webby Awards: o prémio para Best Community Website e o de Best Social/Networking Website.
Em Julho de 2007, Singapura tornou-se no primeiro país oficial do BookCrossing. Numa iniciativa com a colaboração da Biblioteca Nacional de Singapura, 2.000 locais receberam a designação de 'hotspots', algo semelhante a uma OBCZ (Official BookCrossing Zone ou Zona Oficial de BookCrossing).

Em Portugal, a primeira iniciativa relacionada aconteceu na Feira do Livro de Lisboa de 2009, existindo um pavilhão cujo principal objectivo era, não a venda, mas a troca de livros em várias línguas, numa parceria com a comunidade bookcrosser portuguesa. Com mais de 2.700 livros libertados durante um período de cerca de 3 semanas, esta iniciativa teve um imenso sucesso e fez com que o movimento fosse divulgado a nível nacional sem precedentes.


A 31 de Março de 2010 a comunidade internacional do BookCrossing contava já com 852.371 membros e 6.221.685 livros registados. Portugal é um dos 10 países do mundo com mais pessoas inscritas (mais de 11.900).



Para quem estiver interessado nos passos necessários para aderir a esta comunidade:

    Registar: para ser libertado, o livro tem de ser registado no site. Aquando do registo, é-lhe atribuído um número de identificação BCID (BookCrossing Identification) que permitirá ao "dono" original e aos que venham a dar entrada do livro posteriormente terem notícias da sua viagem pelo mundo. Este número deve ser escrito no livro, devendo ser também incluída alguma informação sobre o BookCrossing e os seus objectivos. Para este fim podem ser utilizadas etiquetas próprias.

   Libertar: depois é só avisar quando e em que parte da cidade se vai libertar o livro. O objectivo é que alguém o recolha e, através do seu número identificativo, aceda ao site e faça uma Journal Entry, dizendo que o encontrou. Isto não implica o registo na comunidade, porque pode ser feito anonimamente. No entanto, quem desejar usufruir em pleno do site (por exemplo, participar nos diversos fóruns, registar os seus próprios livros, etc.) terá de se inscrever. A inscrição é totalmente gratuita e anónima. O novo membro terá apenas de criar uma identidade virtual que o identificará sempre que fizer novos registos no site.

  Zonas Oficiais de BookCrossing: as OBCZ são espaços abertos ao público (tais como cafés, lojas, restaurantes, hotéis, escolas, bibliotecas, etc.) reconhecidos pelos membros do movimento como local de libertação de livros registados no BookCrossing, mediante autorização do gerente ou proprietário do estabelecimento. Por serem oficiais, estes locais possuem geralmente uma prateleira ou uma estante específica para os livros e encontram-se identificadas com cartazes alusivos ao movimento. É frequente esses espaços funcionarem também como ponto de encontro de bookcrossers.

A lista de locais em Portugal encontra-se no seguinte link: http://www.bookcrossing-portugal.com/listaoczs.htm

Existem ainda outras formas de partilha de livros entre os bookcrossers:

BookRings - empréstimo de um livro que, no fim da sua viagem, regressa ao seu dono original. É normal que os BookRings obedeçam a determinadas regras (tais como o prazo dado para se ler o livro, se se pode ou não sublinhá-lo, etc.), visto que se trata de uma espécie de empréstimo alargado a várias pessoas;

BookRays - o livro não volta a quem o lançou na sua viagem pelo mundo.

RABCKs (Random Act of BookCrossing Kindness) - são actos aleatórios de bondade, segundo o qual uma pessoa oferece um livro sem esperar nada em troca.
Estas formas de partilha são sempre anunciadas nos fóruns do site oficial e os livros são geralmente enviados por correio ou passados por mão própria. Desta forma, com o tempo, o BookCrossing tornou-se em algo mais que o mero conceito de libertar livros ao vento, para se tornar numa verdadeira comunidade virtual de troca de opiniões sobre os livros que cada um lê.
  Críticas
Como tantas outras iniciativas de partilha gratuita de bens intelectuais, o BookCrossing não escapou a críticas. O principal motivo das críticas negativas é o de que o movimento poderá reduzir os royalties dos escritores em todo o mundo.
Será então o BookCrossing ilegal, uma vez que os membros da comunidade lêem livros sem pagarem nada por eles? A contra-argumentação dos bookcrossers baseia-se no facto de que se o movimento é ilegal, também as bibliotecas o seriam.
De facto, ao contrário do que acontece, por exemplo, com a pirataria de músicas através de programas de partilha de ficheiros (em que cada música é copiada de computador para computador), tal não acontece com os livros, uma vez que estes não são fotocopiados nem reproduzidos sob qualquer outra forma. Existe um único livro, pelo qual já foram pagos direitos para fazer dele o que se quiser: guardar, emprestar, oferecer. O BookCrossing é assim visto como uma forma de oferecer livros. A única diferença é que são oferecidos a desconhecidos.
Para além disso, muitas pessoas afirmam que o BookCrossing as incentiva a comprar mais livros, tanto para ler e guardar (de autores que não conheciam e que descobriram precisamente por causa do movimento), como para organizar novas libertações, bookrings ou bookrays. Isto significa, portanto, que esta maneira de partilhar livros pode também contribuir para a divulgação dos autores e para a conquista de novos consumidores.


Cultura Geral... Pseudónimos, Heterónimos e Semi-heterónimos

A distinção entre Pseudónimo e Heterónimo pode, por vezes, causar alguma confusão. Por isso a rúbrica de cultura geral desta vez será dedicada ao tema.

Pseudónimo (do grego antigo "pseudo-"+"nome", ou seja, "nome falso"), é um nome fictício usado por um indivíduo como alternativa ao seu nome legal. Normalmente é um nome inventado por um escritor, um poeta, um jornalista ou artistas que não queiram ou não possam assinar suas próprias obras. Nem sempre o pseudónimo é uma mudança total do nome, às vezes pode consistir na mudança parcial do nome, frequentemente porque a pessoa em questão considera o seu nome "díficil" ou pouco artístico. Em termos jurídicos, o pseudônimo é tutelado pela lei quando adquire a mesma importância do nome oficial.


Alguns exemplos de Pseudónimos:
Eugénio de Andrade (José Fontinhas)
George Orwell (Eric Arthur Blair)
Mark Twain (Samuel Langhorne Clemens)
Miguel Torga (Adolfo Correia Rocha)
Pablo Neruda (Ricardo Eliecer Neftalí Reyes Basoalto)

Heterónimo é um autor ficcional, dotado de uma autonomia que inclui uma identidade, um percurso biográfico, relações interpessoais, um estilo próprio. Distingue-se do pseudónimo, que implica apenas a assinatura de uma obra com um nome criado pelo autor. O criador do heterónimo é chamado de "ortónimo".
Ou seja, nestes casos, o autor assume outras personalidades como se fossem pessoas reais.

O maior e mais famoso exemplo da produção de heterónimos é do poeta português Fernando Pessoa. Ele criou os heterônimos Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro, entre muitos outros.  



Outro caso famoso é o do autor Stephen King, que criou o heterónimo Richard Bachman. Este possuía uma personalidade mais pessimista, e seus trabalhos apresentavam cenas de violência mais detalhadas.

Semi-heterónimo é quando o heterónimo tem as suas características semelhantes ao seu criador, como é exemplo Bernardo Soares, ele é o semi-heterónimo de Fernando Pessoa por ter as suas características semelhantes a ele, sendo enigmático e misterioso e mantendo os traços na sua forma de escrever.

Cultura Geral... Prémio Nobel da Literatura

Ainda no rescaldo da participação no Quiz da Bertrand, decidi criar uma nova rúbrica aqui no blogue, com informações relativas ao mundo literário.

E o primeiro tema será Prémios Nobel da Literatura:

O Nobel de Literatura é um prémio literário concedido anualmente e teve início em 1901. É atribuído a um autor de qualquer nacionalidade que, de acordo com as palavras do próprio Alfred Nobel (criador da distinção) tenha produzido, através do campo literário, o mais magnífico trabalho numa direção ideal. O "trabalho" referido aqui significa, para Nobel, a obra inteira desse escritor, os seus principais livros, a sua mentalidade, o seu estilo e suas filosofias, não distinguindo uma obra em particular.
A Academia Sueca é quem escolhe esse escritor e o anuncia no começo do mês de outubro de cada ano. Para muitos, é esse o maior e mais distinto prémio que um escritor ou uma escritora pode receber dentro do ramo da literatura.



O primeiro vencedor deste prémio, em 1901 foi o Francês Sully Prudhomme (1839-1907).


Portugal apenas teve, até à data, um galardoado - José Saramago (1922-2010), em 1998.

Em termos de prémios atribuídos por país, França destaca-se com 12 galardoados, logo seguida da Alemanha com 11:

FRANÇA12
ALEMANHA11
EUA9
REINO UNIDO8
SANTA LUCIA7
ESPANHA 6
ITÁLIA6
POLÓNIA5
UNIÃO SOVIÉTICA5
IRLANDA4
DINAMARCA3
NORUEGA3
CHILE2
CHINA2
GRÉCIA2
JAPÃO2
TURQUIA2
ARGÉLIA1
AUSTRÁLIA1
BÉLGICA1
COLÔMBIA1
EGIPTO1
FINLÂNIDA1
GUATEMALA1
ISLÂNDIA1
ISRAEL1
JUGOSLÁVIA1
MÉXICO1
NIGÉRIA1
PORTUGAL1
REPÚBLICA CHECA1
ÁUSTRIA1
ÍNDIA1
 
O galardoado de 2012 foi Mo Yan, escritor Chinês de 57 anos, é conhecido pela sua escrita fantasiosa e crítica à sociedade chinesa. O prémio ascendeu a 1,2 milhões de dólares.