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Algumas Questões... a Marcello Simoni

A propósito do lançamento do seu mais recente romance em Portugal, Marcello Simoni visitou o nosso país e respondeu, amavelmente, a algumas questões para o blogue. Ao autor e à editora Clube do Autor o meu agradecimento.



Marcello Simoni nasceu em Comacchio, em 1975, onde atualmente vive e trabalha. Licenciado em Letras, trabalha como bibliotecário mas já foi arqueólogo.
Estreou-se com a trilogia O Mercador de Relíquias e dá agora inicio a uma nova trilogia com o livro "A Abadia dos Cem Pecados".



Nota: mantenho o italiano original das respostas do autor, a sua tradução é da minha inteira responsabilidade.

1. Quando e como descobriu que queria ser escritor?
    Quando e come ha scoperto di voler essere scrittore?
Já em criança gostava de escrever e desenhar histórias. Tenho cultivado esta paixão desde adolescente, quando me foi dada a minha primeira máquina de escrever. Desde então, não parei mais. 
Histórias góticas, poemas, histórias de aventura, tentava expandir as aventuras de fantasia que estavam nos livros que eu li. Aos 17 anos eu já sonhava tornar-me um escritor. Mas tive de manter esse sonho guardado por um longo tempo, antes de ser implementado.
Già da bambino mi divertivo a scrivere e disegnare storie. Ho coltivato questa passione fino da adolescente, quando mi fu regalata la prima macchina da scrivere. Da allora non ho mai smesso.
Scrivevo racconti gotici, poesie, storie avventurose, cercando di espandere le avventure di fantasia che trovavo nei libri che leggevo. Già a 17 anni sognavo di diventare scrittore. Ma ho dovuto tenere questo sogno nel cassetto per molto tempo, prima che si realizzasse.


2. Qual foi o melhor momento da sua carreira de escritor?
    Qual è stato il momento più bello della sua carriera di scrittore?
A publicação do meu primeiro romance, "Il mercante di libri maledetti". A partir desse momento, percebi que a escrita podia tornar-se algo mais do que um hobby para mim: ela poderia tornar-se um ofício. 
La pubblicazione del mio primo romanzo, "Il mercante di libri maledetti". Da quel momento, ho capito che la scrittura poteva diventare per me qualcosa di più di un passatempo: poteva diventare un mestiere.


3. E o momento mais embaraçoso?
    E il momento più imbarazzante?
Eu dificilmente me embaraço. Sou uma cara de poker. 
Provo difficilmente imbarazzo. Sono una faccia da poker.


4.  Qual é a sensação de saber que o que escreve é lido e admirado por todo o mundo?
     Che cosa prova nel sapere che ciò che scrive è letto e ammirato in tutto il mondo?
É como saber que o meu sonho está a ser experimentado e compartilhado por milhares de outras pessoas. No início desta carreira nunca esperei ter tanto sucesso. Hoje sou mais consciente do que escrevo e do valor dos meus romances. Sou grato aos meus leitores por esta realização.
E' come sapere che il sogno che stai facendo viene vissuto e condiviso da migliaia di altre persone. All'inizio di questa carriera non mi sarei mai aspettato di riscuotere tanto successo. Oggi sono più consapevole di quello che scrivo e del valore dei miei romanzi. Per questa consapevolezza, devo essere grato ai miei lettori. 


5. O que queria ser quando era criança?
    Da bambino, che cosa "voleva fare da grande" ?
O cientista louco.
Lo scienziato pazzo.


6. Qual o seu maior sonho?
    Qual è il suo sogno più grande?
Continuar a escrever romances e a viver em paz com a minha família. É tudo o que peço, os meus sonhos são muito simples. 
Continuare a scrivere romanzi e vivere in serenità con la mia famiglia. Non chiedo altro, i miei sogni sono molto semplici.


7.  Como se imagina daqui a 20 anos?
     Come si immagina fra vent'anni?
Pretendo escrever um enorme e esplêndido romance de 900 páginas.
Intento a scrivere un enorme e splendido romanzo di 900 pagine.


8. Se não fosse um escritor (e bibliotecário), o que seria?
    Se non fosse uno scrittore che cosa sarebbe?
Não faço ideia. Seria qualquer coisa, mas nunca deixaria de sonhar e inventar histórias.
Non ne ho idea. Ma qualsiasi cosa sarei, non smetterei comunque di sognare e inventare storie.

Algumas questões... a Sérgio Luís de Carvalho


Antes de mais gostaria de agradecer a amabilidade do escritor Sérgio Luís de Carvalho que se prontificou a responder a algumas questões que lhe coloquei. As respostas são reflexo do empenho e dedicação que coloca em tudo o que faz!





Sérgio Luís de Carvalho é autor de inúmeras obras literárias: estudos históricos, romances e literatura infanto-juvenil, tendo editado recentemente o romance "O Exílio do Último Liberal".

Foi vencedor do "Prémio Literário Ferreira de Castro" (1989), na categoria de ficção narrativa, pelo romance "Anno Domini 1348" e finalista dos prémios "Prémio Jean Monnet de Literatura Europeia" (2004) e "Prémio Amphi de Literatura Europeia" 2005, com o mesmo romance.


Uma nota final, antes de passar às questões. Sérgio foi o meu professor de História do 10º ano (já lá vão uns aninhos...) e foi o primeiro professor que teve a capacidade de me fazer gostar dessa disciplina! 


1. Quando e como descobriu que queria ser escritor?

Poderia dizer que sempre o quis. Lembro-me de em miúdo escrever umas salganhadas e uns poemas de pé-quebrado (normalmente quadras). Isto na primária. Claro que não me lembro de nada que tenha “escrito” na altura, exceto uma quadra que fiz na 4ª classe (era trabalho de casa) e que até tinha a métrica certa e as rimas corretas.
Claro que nessa altura não formulava as coisas nesses termos. Não dizia que queria ser escritor. Escrevia e lia muito porque a televisão começava às 19 e tal e não havia computadores, game box e internet. Um miúdo tinha de se entreter com alguma coisa quando não estava na rua ou em casa dos amigos da mesma idade.
Na adolescência escrevia uns poemas muito angustiados sobre as injustiças do mundo, o destino e os meus problemas com o acne. Mas, de novo, nada de muito promissor nem de muito determinado.
Creio que foi na faculdade (cursei História em Lisboa) que comecei a achar que queria realmente escrever. A partir daí e com um primeiro romance nas mãos, foi a luta para encontrar editor, se bem que os meus primeiros livros fossem de literatura histórica infanto-juvenil, editados pela editora Franco, em Lisboa. Aliás, os meus dois primeiros livros foram os últimos que a editora Franco editou. Depois faliu.
Tento não associar uma coisa à outra…


2. Qual foi o melhor momento da sua carreira de escritor?

Tenho tido os meus momentos. Receber o Prémio Literário Ferreira de Castro em 1989, logo no romance de estreia. Ter sido finalista a dois prémios literários europeus em França, em 2004 e 2005. Ter romances meus estudados em universidades italianas e galegas. Receber elogios de colegas, da crítica e do público. Receber mails e cartas de pessoas que não conheço comovidas com um romance meu que as emocionou…
Enfim, aquelas pequenas e grandes coisas que nos amaciam o ego e a vaidade.



3. E o momento mais embaraçoso?

Felizmente nunca tive muitos momentos embaraçosos. É o que faz ser prudente… Mas tive um momento muito aborrecido que ainda hoje recordo. Foi por volta de 1988. O meu primeiro romance foi recusado por muitas editoras. Os editores davam a desculpas clássicas: “Não é um autor conhecido… Não podemos arriscar… O romance até é jeitoso, mas…”.
Por fim, após longa e teimosa porfia, recebi um telefonema de um editor de uma grande editora (como ainda existe, não menciono o seu nome). Tinham gostado muito do romance e queriam publicá-lo. Daí a uma semana falariam comigo para combinar detalhes. Claro que passei uma semana em êxtase. Ter o primeiro romance publicado… E logo na dita editora “grande e famosa”…
Passado uma semana recebi o tal telefonema em que o mesmo editor, constrangido e desfazendo-se em desculpas, me disse que o seu diretor tinha mudado de opinião. Sim… o romance era bom. Mas como o autor era desconhecido…
Curiosamente foi esse mesmo romance que no ano seguinte ganhou (finalmente) o Prémio Literário Ferreira de Castro e foi finalista em França aos dois prémios literários europeus.
A vida dá voltas…
Esse momento foi mais embaraçoso para o editor do que para mim. Mas foi, nesse momento um grande murro no estômago…



4. Qual é a sensação de saber que o que escreve é lido e admirado por todo o mundo?

Isso é que é otimismo. Lido e admirado em todo o mundo? Não faz isso por menos. Bom, nos países estrangeiros que já publicaram romances meus (França e Espanha) e nos países onde sei que já fui “estudado” (Itália) as opiniões são muito favoráveis. Em Portugal tenho tido sempre, felizmente, boas críticas, bons artigos e boas análises em alguns livros de crítica literária. Não digo que isso me deixa indiferente. Claro que não deixa. Claro que fico satisfeito. Mas, sinceramente, tento não pensar muito nisso. Um certo grau de insatisfação impele-nos mais para a frente que o comodismo da autossatisfação.


5. O que queria ser quando era criança?

Como sempre sucede nos miúdos, quis ser muita coisa. A maior parte das coisas que queria ser já nem me lembro. Mais a sério, comecei por me sentir atraído pelo Direito, já no ensino secundário. Isto, para além da atração pelas Letras, claro. Acabei, à última da hora, por desistir de Direito e ir para História (foi em 1977). Desde essa altura (teria uns 17/18 anos) até hoje dediquei-me à História e à Literatura.


6. Qual é o seu maior sonho?

Em termos globais, o meu maior sonho é que se cumpram os objetivos que uns revolucionários franceses estabeleceram no distante ano de 1789: Liberdade, Igualdade, Fraternidade. Sempre.
Em termos pessoais, o meu maior sonho é sentir que um dia, daqui a uns anos, quando olhar para trás, me sinta realizado pelo que fiz, pelo que produzi e que sinta também a felicidade e a realização das pessoas que amo.
É muita ambição, não é? Mas vai-se tentando.



7. Como se imagina daqui a 20 anos?

Imagino-me a crer que talvez tenha valido a pena. Imagino-me a defender os mesmos ideais. Imagino-me a escrever e a ler. Imagino-me com dores nas costas ao acordar.


8. Se não fosse escritor (e professor), o que seria?

Menos feliz.


Muito obrigada e muito sucesso!

Algumas Questões... A Joanne Harris

Gostaria de agradecer a Joanne Harris pela sua disponibilidade e dedicação aos fans!

Estas foram as questões que lhe enviei, com as suas respostas. Espero que gostem de as ler, tanto quanto eu gostei!

1. Quando e como descobriu que queria ser escritora?
    Escrevo desde sempre. Durante muito tempo, fui professora, e escrevia (e publicava)   
    livros no meu tempo livre. Quando o meu terceiro livro, CHOCOLATE, se tornou um
    sucesso, desisti de ser professora para escrever a tempo inteiro. Doze anos (e dez best-
    sellers) depois, ainda penso, por vezes, se não serei apenas uma professora disfarçada...

2. Qual foi o melhor momento da sua carreira?
    Ter ficado junto às estrelas do CHOCOLATE nos Óscares (tivémos 5 nomeações).

3. E qual foi o momento mais embaraçoso?
    Não ter reconhecido Ewan McGregor na festa BAFTA, e ter pensado que era um ex-aluno
    meu.

4. Como se sente sabendo que os seus livros são lidos e admirados por todo o Mundo?
    É fantástico - Sinto-me muito priveligiada.

5. O que queria ser quando era criança?
    Escrever livros.

6. Qual é o seu maior sonho?
    Colocar em palco um musical no West End.

7. Como se vê daqui a 20 anos?
    Ainda a explorar novas coisas.

8. Se não fosse escritora, o que seria?
    ...

(Nota: a tradução foi feita por mim, as respostas originais encontram-se no post Some Questions... To Joanne Harris)

Some Questions... To Joanne Harris

I would like to thank Joanne Harris for her availability and dedication to the fans!

This were the questions I sent to her, and respective answers. Hope you like them as I liked!

1. When and how did you discovered that you want to be a writer?
    I've always written. For a long time I was a teacher, and wrote (and published) books
    in my spare time. When my third book, CHOCOLAT, became such a success, I gave up
    teaching to write full-time. Twelve years (and ten best-sellers) later, I still sometimes feel
    as if I'm just a teacher in disguise...

2. Which was your career best moment?
    Standing next to the stars of CHOCOLAT at the Oscars (we had 5 nominations).

3. And the most embarrassing moment?
    Failing to recognize Ewan McGregor at a BAFTA party, and thinking he was an ex-pupil
    of mine.

4. What do you feel about knowing that your books are read and admired all over the world?
    It's great - I feel very privileged.

5. What do you wanted to be when you was a child?
    To write books.

6. What is your biggest dream?
    To put on a stage musical in the West End.

7. How do you see yourself in 20 years?
    Still exploring new things.

8. If you were not a writer, what would you be?
    ...