Opinião... Gaëlle Geniller * O Jardim, Paris

Aqui está um excelente exemplo do que é a Liberdade! Rose é uma personagem simplesmente incrível e livre, livre de se descobrir e de se expressar da forma que quer. E estamos em 1920!

O Jardim, que dá título ao livro, é uma espécie de cabaret. Nele actuam várias bailarinas, todas elas com nomes de flores (adorei este pormenor!). Rose é o filho da proprietária, uma mulher igualmente incrível, que conseguiu reunir um conjunto de mulheres que se respeitam e apoiam. Da mesma forma que respeitam e apoiam Rose, nesta sua auto descoberta.

Desde cedo Rose começou a "roubar" os vestidos à mãe e a apreciar vesti-los. Quando começa a subir ao palco, é esta versão mais feminina que assume, não se importando sequer ser tratado pelo pronome "ela". Mas ele continua a ser um homem fora do palco, ainda que a dada altura, esta fluidez de género permaneça com ele fora das luzes da ribalta.

É este percurso e esta descoberta do seu eu que vamos acompanhar nesta novela gráfica incrível, com ilustrações maravilhosas e uma história de esperança e fé na humanidade. Rose tem a felicidade de viver rodeado pelos que o amam e aceitam sem reservas. E assim deveria ser sempre, em todas as circunstâncias. Que mensagem bonita contém este livro!

Uma nota final para a paleta de cores usada nesta novela gráfica. É simplesmente perfeita para a época e para o ambiente que retrata. E outro ponto prende-se com a utilização da luz na imagem, os focos, o palco, tudo está criado para criar uma aura deliciosa para o leitor. Adorei!

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