Anna McPartlin * Um Amor Perdido

Data Início: 30-07-2014 
Data Fim: 03-08-2014

AutorAnna McPartlin
Título: Um Amor Perdido
Editora: Quinta Essência
ISBN: 9789897261428
N. Páginas: 354

Sinopse:
A 21 de junho de 2007 Alexandra Kavanagh saiu de casa, falou com a vizinha, meteu-se no comboio, chegou à estação de Dalkey e desapareceu... Tom está destroçado. Não encontra a mulher, o seu mundo desmoronou e o seu único objetivo é localizá-la. Durante dezassete anos, Jane cuidou do filho Kurt, da excêntrica irmã Elle, e da rabugenta mãe Rose. A única pessoa de que não cuida é dela própria. Elle é artista e considerada um génio. Como tal, o seu comportamento um tanto errático é tolerado. Embora a sua vida pareça perfeita, a tristeza de Elle é por vezes profunda. Leslie perdeu toda a família para o cancro. Passou vinte anos à espera de morrer, mas após uma operação radical está determinada a viver de novo. Quatro meses depois do desaparecimento de Alexandra. Tom entra num elevador com Jane, Elle e Leslie para um concerto de Jack Lukeman. Uma hora mais tarde, os quatro desconhecidos saem de lá com as suas vidas entrelaçadas para sempre. Um Amor Perdido aborda o alcoolismo, a depressão, a negação e a dor e ainda assim irá dar por si a sorrir e até a rir. 

Comentário:
Quando li a sinopse deste novo livro de Anna McPartlin pensei que iria ler a história da busca de Alexandra e da procura dos motivos para o seu desaparecimento. Não podia estar mais enganada... o livro centra-se nos que ficaram, nos que lutam por encontrá-la e nos outros problemas individuais que cada um tem que enfrentar.
É um livro que se lê muito bem, com uma escrita fluída mas que, no entanto, não me deixou a sua marca.

Quando Alexandra desaparece de subito, numa tarde normal de um dia perfeitamente normal, deixa atrás de si um rasto de desgosto nas pessoas que lhe querem bem e que fazem da sua busca o motivo principal de vida.

Por causa dela, Tom, o seu marido, Jane, a sua melhor amiga de infância, Elle, irmã de Jane e Leslie, que o acaso juntou tornam-se num grupo com um objectivo comum, mas cuja inter-ajuda vai muito para além da busca de Alexandra.  

A familia directa de Alexandra culpa Tom pelo ocorrido porque não encontram explicações e porque conseguem de alguma forma minorar a sua dor, tendo um alvo para descarregar a sua frustação.
Jane foi uma mãe adolescente que viu o seu futuro de médica posto de lado pela obrigação de criar um filho sózinha. Depois de um início conturbado, dedicou-se de corpo e alma à tarefa, acabando por se esquecer de si própria. Elle sempre foi a protegida da irmã, mas com muitos fantasmas e muitos medos camuflados numa vida sem regras nem limites. Também Rose, a mãe de ambas tem os seus pesadelos que esconde atrás de uma fachada de rudeza e desapego pelas filhas.

Leslie viu as mulheres da sua familia morrer de cancro e, tendo-lhe sido diagnosticada a possilidade de o desenvolver, resolver afastar-se de todos para não provocar dor em ninguém. Mas a vida pregou-lhe uma partida e o cancro nunca se desenvolveu. Será ainda tarde para viver?

Este livro mostra-nos que mesmo em cenários onde quase tudo é negativo, onde parece não haver possibilidade de felicidade, existe sempre algo que nos faz sorrir, um clique que muda o rumo e que permite uma vida diferente. E a amizade e o amor assumem sempre o ponto fundamental da questão.

Gostei das temáticas que foram abordadas, dos diferentes problemas que cada personagem enfrenta. Mas o livro no seu todo precisava de algo mais para tornar a história memorável e empolgante. Senti que por vezes as relações e acções careciam de um pouco de motivo. Ainda assim, gostei de o ler.

Classificação: 7/10

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